Descrições minuciosas dos
momentos de observação e entrevista
No dia 04 de novembro de 2013
visitamos pela segunda vez a Escola Estadual Moreira e Silva, neste encontro
somente Giselle não pode comparecer, pois precisava
descaçar em vista do plantão de 36 horas que havia dado em seu trabalho.
Dentro
da escola nos reunimos juntamente com a professora Jusciney para definir o que
seria feito nesse dia, segundo os encaminhamentos deixados pelo grupo de
quinta-feira deveríamos coletar informações sobre os recursos financeiros e os
programas que a escola tem. Entretanto, a professora nos falou que ter o
conhecimento sobre esses recursos é muito importante para a área de gestão, mas
não será significativo para o nosso projeto de intervenção.
Foi
a partir desse momento que ela teve um diálogo conosco, sua orientação foi para
termos um olhar mais profundo em torno das ações dos professores e alunos dessa
instituição. Isso significa que antes de fazer qualquer intervenção na escola
devemos avaliar o ambiente e as práticas desses indivíduos e só então pensar
nos meios de formação que possam ser desenvolvidos para contribuir no processo
de ensino aprendizagem.
Ainda
por meio dessa conversa a professora recomendou que nesse dia além de coletar
os dados sobre os recursos e programas da escola, deveríamos também entrevistar
a coordenadora para saber a sua formação, o seu tempo de trabalho na escola, os
desafios que enfrenta nessa profissão e perguntar quais são os projetos de
intervenções realizados pelos grupos de estágios anteriores que seria
importante retomar.
Jusciney
também nos orientou para formarmos duplas com a finalidade de entrevistar os
alunos que não estavam tendo aula, para saber sobre como foi para eles a
experiência do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), entender quais são suas
dificuldades de aprendizagem, conhecer o que mais agrada na escola e
compreender a partir das falas deles quais são as vantagens e desvantagens de
estudar a noite.
Infelizmente,
não conseguimos entrevistar nem a coordenadora nem os alunos, pois ela estava
resolvendo um problema devido à ausência de um professor, também não
conseguimos falar com os alunos, pois todos estavam em aula no momento. Sendo
assim, a professora estabeleceu que esse será o encaminhamento para o grupo de
quinta.
Mesmo
não conseguindo entrevistar estas pessoas, podemos dizer que a nossa visita não
foi em vão, visto que, a diretora Eli nos esclareceu sobre os programas da
escola. Ela citou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o
Programa Dinheiro Direto nas Escolas (PDDE), primeiro diz respeitoas
verbas destinadas a alimentação dos alunos e o segundo refere-se aos recursos
designados para bens duráveis e não duráveis.
Sobre
o PNAE a diretora Eli nos informou que a escola recebe essa verba de acordo com
a quantidade de alunos, pois para cada refeição dos estudantes matriculados o
governo destina trinta centavos. Esse valor na visão da gestora é absurdamente
mesquinho, uma vez que,a verba destinada aos presidiários corresponde a muito
mais.
Quando
Isabel perguntou se esse dinheiro é suficiente para comprar as comidas, a
diretora nos respondeu que por enquanto o dinheiro está dando para todas as
refeições, mas isso é devido ao número de alunos que preferem não comer talvez
por vergonha ou por qualquer outro motivo. Isso quer dizer que se todos os
alunos matriculados se alimentassem na escola a comida com certeza iria faltar.
Questionamos
também sobre o cardápio da escola e Eli nos disse que ele é feito pela
nutricionista da Secretaria da Educação e desenvolvido da seguinte forma: nas
segundas e sextas feiras as refeições devem ser de fácil preparo como suco ou
achocolatado com bolachas, porque não tem como as cozinheiras cortar as
verduras e os legumes na segunda feira devido ao tempoque é limitado e na sexta
o motivo é porque não dar para reaproveitar os alimentos que sobram.
Nas
terças, quartas e quintas feiras as cozinheiras fazem sopa, cuscuz com
sardinha, macarronada e outras refeições que exigem um tempo maior para
selecionar os ingredientes e cozinhar a alimentação. Conforme a gestora os 50%
ou 60% dos alunos que se alimentam na escola consideram a comida muito boa.
Outra
informação importante que recebemos da diretora foi sobre o Conselho Escolar,
pois nessa reunião todos discutem o que deve ser comprado para alimentação da
escola, dessa forma, só serão estabelecidos os produtos se todos os
participantes chegarem a um acordo e assinarem o documento.
Eli
nos esclareceu que as verbas do PNAE vêm em dez parcelas, sendo assim, todo mês
entra na escola uma parcela destinada à alimentação. A diretora também lamentou
que no ano passado a escola perdeu o equivalente de 5.000 reais desse programa,
devido a evasão e desistência de alunos principalmente do período noturno.
A
respeito dos recursos financeiros do PDDE a gestora nos disse que ele vem
anualmente através de uma única parcela que é liberada no mês de Abril. Essa
verba é destina ao que está faltando na estrutura da escola como também aos materiais
que duram pouco tempo, como: materiais de limpeza e de escritório. Referente os
bens duráveis a diretora citou uma geladeira, pois ela pode dar problema e é
necessário comprar outra com esse dinheiro. Portanto, para gastar o dinheiro do
PDDE é preciso fazer uma avaliação do que a escola está necessitando, e somente
depois de detectar a necessidade é que a verba pode ser utilizada.
Finalmente,
a diretora ainda lembrou o recurso liberado pelo Governo do Estado que é de
3.000 reais por ano e serve para organizar o que está faltando na cozinha, além
desse dinheiro o Estado entra em contrapartida com o gás de cozinha.
Está
na hora de pensar o nosso projeto de intervenção!
No momento do diálogo com a
professora Jusciney recebemos a notícia de que já está na hora de pensar como
será o nosso projeto de intervenção, pois o tempo está passando e daqui a pouco
a escola entra em recesso e será impossível apresentar esse projeto na metade
do mês de dezembro, visto que, as profissionais estarão muito compromissadas
com o final do ano letivo.
Nesse
sentido, houve uma mudança no nosso cronograma de estágio ficando estabelecido
que no dia 11 de novembro faremos a última visita de caracterização da escola,
porque no dia 14 de novembro todo o grupo tanto o da segunda quanto o da quinta
feira irá se reunir para determinar qual será a proposta do projeto de
intervenção para ser realizado na escola.
Sendo
assim, Jusciney tentou abrir os nossos olhos a respeito do que está precisando
na escola para melhorar o processo de ensino aprendizagem. Daí surgiu uma
sugestão da professora sobre elaborar uma proposta visando à inclusão dos
portadores de deficiência na escola, pois há uma carência quanto a isso, outra
proposta que poderia ser feita era a respeito da necessidade de conscientização
sobre o uso de drogas no ambiente escolar, visto que, frequentemente isso tem
ocorrido na instituição. Depois de estabelecer a proposta teremos que pensar
numa pessoa da área escolhida para dar uma palestra sobre a temática.
Relembrando os
encaminhamentos
· Entrevistar
a coordenadora pedagógica: para saber a sua formação, há quanto tempo
ela trabalha na escola, os desafios que enfrenta e pedir sugestão sobre a
retomada de algum projeto de intervenção já realizado na escola por alunos de
estágios anteriores.
· Entrevistar alguns alunos: para
saber como foi à experiência do ENEM para eles, saber o que mais agrada na
escola, entender as dificuldades para chegar ao ambiente escolar (transporte,
família, distância, trabalho etc.), ouvi-los sobre o que eles pensam ser uma
escola ideal e saber quais as vantagens e desvantagens de estudar à noite.