quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RELATO DO DIA 04 DE NOVEMBRO

Descrições minuciosas dos momentos de observação e entrevista

No dia 04 de novembro de 2013 visitamos pela segunda vez a Escola Estadual Moreira e Silva, neste encontro somente Giselle não pode comparecer, pois precisava descaçar em vista do plantão de 36 horas que havia dado em seu trabalho.
Dentro da escola nos reunimos juntamente com a professora Jusciney para definir o que seria feito nesse dia, segundo os encaminhamentos deixados pelo grupo de quinta-feira deveríamos coletar informações sobre os recursos financeiros e os programas que a escola tem. Entretanto, a professora nos falou que ter o conhecimento sobre esses recursos é muito importante para a área de gestão, mas não será significativo para o nosso projeto de intervenção.
Foi a partir desse momento que ela teve um diálogo conosco, sua orientação foi para termos um olhar mais profundo em torno das ações dos professores e alunos dessa instituição. Isso significa que antes de fazer qualquer intervenção na escola devemos avaliar o ambiente e as práticas desses indivíduos e só então pensar nos meios de formação que possam ser desenvolvidos para contribuir no processo de ensino aprendizagem.
Ainda por meio dessa conversa a professora recomendou que nesse dia além de coletar os dados sobre os recursos e programas da escola, deveríamos também entrevistar a coordenadora para saber a sua formação, o seu tempo de trabalho na escola, os desafios que enfrenta nessa profissão e perguntar quais são os projetos de intervenções realizados pelos grupos de estágios anteriores que seria importante retomar.
Jusciney também nos orientou para formarmos duplas com a finalidade de entrevistar os alunos que não estavam tendo aula, para saber sobre como foi para eles a experiência do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), entender quais são suas dificuldades de aprendizagem, conhecer o que mais agrada na escola e compreender a partir das falas deles quais são as vantagens e desvantagens de estudar a noite.
Infelizmente, não conseguimos entrevistar nem a coordenadora nem os alunos, pois ela estava resolvendo um problema devido à ausência de um professor, também não conseguimos falar com os alunos, pois todos estavam em aula no momento. Sendo assim, a professora estabeleceu que esse será o encaminhamento para o grupo de quinta.
Mesmo não conseguindo entrevistar estas pessoas, podemos dizer que a nossa visita não foi em vão, visto que, a diretora Eli nos esclareceu sobre os programas da escola. Ela citou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Dinheiro Direto nas Escolas (PDDE), primeiro diz respeitoas verbas destinadas a alimentação dos alunos e o segundo refere-se aos recursos designados para bens duráveis e não duráveis.
Sobre o PNAE a diretora Eli nos informou que a escola recebe essa verba de acordo com a quantidade de alunos, pois para cada refeição dos estudantes matriculados o governo destina trinta centavos. Esse valor na visão da gestora é absurdamente mesquinho, uma vez que,a verba destinada aos presidiários corresponde a muito mais.
Quando Isabel perguntou se esse dinheiro é suficiente para comprar as comidas, a diretora nos respondeu que por enquanto o dinheiro está dando para todas as refeições, mas isso é devido ao número de alunos que preferem não comer talvez por vergonha ou por qualquer outro motivo. Isso quer dizer que se todos os alunos matriculados se alimentassem na escola a comida com certeza iria faltar.
Questionamos também sobre o cardápio da escola e Eli nos disse que ele é feito pela nutricionista da Secretaria da Educação e desenvolvido da seguinte forma: nas segundas e sextas feiras as refeições devem ser de fácil preparo como suco ou achocolatado com bolachas, porque não tem como as cozinheiras cortar as verduras e os legumes na segunda feira devido ao tempoque é limitado e na sexta o motivo é porque não dar para reaproveitar os alimentos que sobram.
Nas terças, quartas e quintas feiras as cozinheiras fazem sopa, cuscuz com sardinha, macarronada e outras refeições que exigem um tempo maior para selecionar os ingredientes e cozinhar a alimentação. Conforme a gestora os 50% ou 60% dos alunos que se alimentam na escola consideram a comida muito boa.
Outra informação importante que recebemos da diretora foi sobre o Conselho Escolar, pois nessa reunião todos discutem o que deve ser comprado para alimentação da escola, dessa forma, só serão estabelecidos os produtos se todos os participantes chegarem a um acordo e assinarem o documento.
Eli nos esclareceu que as verbas do PNAE vêm em dez parcelas, sendo assim, todo mês entra na escola uma parcela destinada à alimentação. A diretora também lamentou que no ano passado a escola perdeu o equivalente de 5.000 reais desse programa, devido a evasão e desistência de alunos principalmente do período noturno.
A respeito dos recursos financeiros do PDDE a gestora nos disse que ele vem anualmente através de uma única parcela que é liberada no mês de Abril. Essa verba é destina ao que está faltando na estrutura da escola como também aos materiais que duram pouco tempo, como: materiais de limpeza e de escritório. Referente os bens duráveis a diretora citou uma geladeira, pois ela pode dar problema e é necessário comprar outra com esse dinheiro. Portanto, para gastar o dinheiro do PDDE é preciso fazer uma avaliação do que a escola está necessitando, e somente depois de detectar a necessidade é que a verba pode ser utilizada.
Finalmente, a diretora ainda lembrou o recurso liberado pelo Governo do Estado que é de 3.000 reais por ano e serve para organizar o que está faltando na cozinha, além desse dinheiro o Estado entra em contrapartida com o gás de cozinha.

Está na hora de pensar o nosso projeto de intervenção!

No momento do diálogo com a professora Jusciney recebemos a notícia de que já está na hora de pensar como será o nosso projeto de intervenção, pois o tempo está passando e daqui a pouco a escola entra em recesso e será impossível apresentar esse projeto na metade do mês de dezembro, visto que, as profissionais estarão muito compromissadas com o final do ano letivo.
Nesse sentido, houve uma mudança no nosso cronograma de estágio ficando estabelecido que no dia 11 de novembro faremos a última visita de caracterização da escola, porque no dia 14 de novembro todo o grupo tanto o da segunda quanto o da quinta feira irá se reunir para determinar qual será a proposta do projeto de intervenção para ser realizado na escola.
Sendo assim, Jusciney tentou abrir os nossos olhos a respeito do que está precisando na escola para melhorar o processo de ensino aprendizagem. Daí surgiu uma sugestão da professora sobre elaborar uma proposta visando à inclusão dos portadores de deficiência na escola, pois há uma carência quanto a isso, outra proposta que poderia ser feita era a respeito da necessidade de conscientização sobre o uso de drogas no ambiente escolar, visto que, frequentemente isso tem ocorrido na instituição. Depois de estabelecer a proposta teremos que pensar numa pessoa da área escolhida para dar uma palestra sobre a temática.


 Relembrando os encaminhamentos

·         Entrevistar a coordenadora pedagógica: para saber a sua formação, há quanto tempo ela trabalha na escola, os desafios que enfrenta e pedir sugestão sobre a retomada de algum projeto de intervenção já realizado na escola por alunos de estágios anteriores.

·       Entrevistar alguns alunos: para saber como foi à experiência do ENEM para eles, saber o que mais agrada na escola, entender as dificuldades para chegar ao ambiente escolar (transporte, família, distância, trabalho etc.), ouvi-los sobre o que eles pensam ser uma escola ideal e saber quais as vantagens e desvantagens de estudar à noite.


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