segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RELATO DO DIA 07 DE NOVEMBRO

          Nossa terceira visita onde compareceram  a professora, todos os oito componentes da a equipe e nossa colega Giselle (que não pode comparecer a visita anterior com seu grupo)  se deu de maneira bem interessante e dinâmica, pois seguindo as orientações da equipe da visita anterior, nós saímos por “todas” as partes da escola, por onde tinham alunos, professores e funcionários (que estavam disponíveis naquele momento) para conversar com eles e poder conhecer um pouco do perfil de cada um. Conversamos também com a coordenadora pedagógica, e deu pra perceber que ela é uma pessoa que acima de tudo gosta e acredita no que faz, fator extremamente relevante para a função que exerce.
          Conversamos também sobre o nosso possível projeto de intervenção, no qual saíram várias ideias que ainda precisam ser amadurecidas pela equipe e por este motivo não iremos adiantar nada neste momento.
          Dividimos-nos em duplos e trios para abordamos diferentes componentes daquela comunidade escolar. Mas antes conversamos um pouco sobre o que iríamos questionar para cada tipo de pessoa da escola.

ALUNOS
          Abordamos um determinado grupo de alunos que cursam o 3º ano do ensino médio, onde havia umas oito pessoas de diversas idades, e em sua maioria jovens; a maioria deles relatou que seu objetivo em concluir o ensino médio é de ingressar no ensino superior, e alguns falaram que realizaram o ENEM este ano.
          O grupo abordado, também quando questionado sobre algumas questões nos relatou que o Grêmio da escola existe, mas, eles não sabiam quem está compondo a nova gestão, pois, não tinham sido informados. Citaram também que eles não percebem nenhuma diferença significativa de atuação do Grêmio estudantil naquele turno. Os alunos falaram que a gestão atual mesmo em pouco tempo tem se mostrado atuante e que oferece espaço para que os mesmos possam posicionar-se a respeito de algo que os incomodam na escola. Falaram que quando precisam resolver algo, procuram a coordenadora pedagógica, e todos citam que sempre são bem atendidos e conseguem um bom resultado para o que procuram. Relatam ainda sobre alguns pontos que julgam negativos na escola, onde, os banheiros que no início da gestão eram limpos, hoje, eles já não percebem que ocorre o mesmo. Porém, neste mesmo momento alguns alunos citam que são os próprios alunos que não cuidam do patrimônio da escola. Falam sobre a falta de professor, e que inclusive naquele momento estavam sem aula por falta de docente.

PROFESSORES
 Tivemos a oportunidade de conversar com um professor da instituição que leciona há oito meses no local, o mesmo relatou que antes da sua chegada a escola não havia professor para a sua disciplina, por isso ele foi convocado.
No seu ponto de vista os maiores desafios encontrados está na questão do relacionamento professor/aluno, como também o pouco tempo de aula por semana destinada para ministrar sua disciplina tendo apenas uma aula por semana. Também foi ressaltada a questão da indisciplina por parte dos alunos.
No período em que esta na instituição o entrevistado relatou que ainda não teve a oportunidade de passar por capacitações, apenas “algo” bem superficial, caso ele queira buscar capacitação tem que buscar por fora ai fica difícil segundo ele.
O profissional descreveu o perfil do aluno noturno como sendo estudantes que trabalham pelo dia, por isso o rendimento e o ritmo é menor e essa é uma das razões do grande numero de evasão, onde ele percebe turmas com quarenta alunos matriculados, mas na realidade só quatro comparecem as aulas e não recebem incentivos para permanecer.
Em seguida conversamos com outro professor monitor, esse mais comunicativo. Possui formação inicial em Administração de empresas pelo CESMAC e é recém-formado em Licenciatura pela UFAL e nas horas vagas trabalha como corretor de imóveis. O mesmo se auto descreve como apaixonado por ensinar por isso exerce a profissão, mas diz que a pratica é bem da realidade.
Seu desafio na escola se dá pelo grande numero de alunos com desinteresse pelos estudos, segundo ele causado por questões culturais, e complementa afirmando que por conta dos direitos que os alunos têm, muitos só estão na escola por causa dos benefícios. Um exemplo disso é “O Bolsa Família e a adesão da carteira estudantil, que muitos só se matriculam para ter direito. Outra questão é a Dependência Progressiva que é um programa do governo que ao invés de incentivar só prejudica por que o aluno sabe que dispõe de facilidades para “passar” de ano, por isso não se esforça para estudar.
Com relação a gestão o professor afirma ser atuante e participativa.
Ele descreve o aluno noturno como aquele aluno que trabalha e que a maioria são maiores de idade, por isso o rendimento é inferior. Muitos estão na escola concluindo os estudos interrompidos no passado.
Sobre o ENEM ele disse que muitos fizeram a prova e que os conteúdos trabalhados foram abordados na prova. Nesse momento ele chama uma aluna e pergunta para ela como foi a prova para ela? E ala afirma que não foi boa por ser muito texto e em seguida sai. Então ele completa que outra dificuldade é que os alunos têm muita dificuldade de leitura. Quando perguntamos se a escola tem algum projeto de incentivo nessa área ele disse não conhecer, só as gestoras para informar.

COORDENADORA
          A coordenadora entrevistada é formada em química e tem especialização para atuar em gestão; tem experiência na área e naquela escola há dois anos. Ela faz um trabalho de disciplina naquela escola, onde, dentre muitas das atividades que realiza uma das principais são organizar horários, e ficar responsável por organizar projetos, onde o projeto que coordena no momento é a “II Feira de Conhecimentos” com o tema: “Valorizando o Saber”, que acontece no fim do mês e nossa equipe foi convidada para prestigiar o evento.  Durante toda a conversava que tivemos com ela, deu para perceber que a mesma é uma profissional atuante naquela escola, mas ela cita que não percebe o mesmo de alguns professores sendo essa juntamente com a questão da falta de interdisciplinaridade um ponto negativo que ela percebe ali.  Tudo o que era questionado ela pontuava muito bem demonstrando engajamento com a comunidade escolar.

ENCAMINHAMENTOS
Basicamente continuam os mesmos onde a equipe pode também começar a pensar sobre o protejo de intervenção que será definido posteriormente.

 Relembrando os encaminhamentos

·         Entrevistar a coordenadora pedagógica: para saber a sua formação, há quanto tempo ela trabalha na escola, os desafios que enfrenta e pedir sugestão sobre a retomada de algum projeto de intervenção já realizado na escola por alunos de estágios anteriores


 ·       Entrevistar alguns alunos: para saber como foi à experiência do ENEM para eles, saber o que mais agrada na escola, entender as dificuldades para chegar ao ambiente escolar (transporte, família, distância, trabalho etc.), ouvi-los sobre o que eles pensam ser uma escola ideal e saber quais as vantagens e desvantagens de estudar à noite.











quarta-feira, 6 de novembro de 2013

RELATO DO DIA 04 DE NOVEMBRO

Descrições minuciosas dos momentos de observação e entrevista

No dia 04 de novembro de 2013 visitamos pela segunda vez a Escola Estadual Moreira e Silva, neste encontro somente Giselle não pode comparecer, pois precisava descaçar em vista do plantão de 36 horas que havia dado em seu trabalho.
Dentro da escola nos reunimos juntamente com a professora Jusciney para definir o que seria feito nesse dia, segundo os encaminhamentos deixados pelo grupo de quinta-feira deveríamos coletar informações sobre os recursos financeiros e os programas que a escola tem. Entretanto, a professora nos falou que ter o conhecimento sobre esses recursos é muito importante para a área de gestão, mas não será significativo para o nosso projeto de intervenção.
Foi a partir desse momento que ela teve um diálogo conosco, sua orientação foi para termos um olhar mais profundo em torno das ações dos professores e alunos dessa instituição. Isso significa que antes de fazer qualquer intervenção na escola devemos avaliar o ambiente e as práticas desses indivíduos e só então pensar nos meios de formação que possam ser desenvolvidos para contribuir no processo de ensino aprendizagem.
Ainda por meio dessa conversa a professora recomendou que nesse dia além de coletar os dados sobre os recursos e programas da escola, deveríamos também entrevistar a coordenadora para saber a sua formação, o seu tempo de trabalho na escola, os desafios que enfrenta nessa profissão e perguntar quais são os projetos de intervenções realizados pelos grupos de estágios anteriores que seria importante retomar.
Jusciney também nos orientou para formarmos duplas com a finalidade de entrevistar os alunos que não estavam tendo aula, para saber sobre como foi para eles a experiência do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), entender quais são suas dificuldades de aprendizagem, conhecer o que mais agrada na escola e compreender a partir das falas deles quais são as vantagens e desvantagens de estudar a noite.
Infelizmente, não conseguimos entrevistar nem a coordenadora nem os alunos, pois ela estava resolvendo um problema devido à ausência de um professor, também não conseguimos falar com os alunos, pois todos estavam em aula no momento. Sendo assim, a professora estabeleceu que esse será o encaminhamento para o grupo de quinta.
Mesmo não conseguindo entrevistar estas pessoas, podemos dizer que a nossa visita não foi em vão, visto que, a diretora Eli nos esclareceu sobre os programas da escola. Ela citou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Dinheiro Direto nas Escolas (PDDE), primeiro diz respeitoas verbas destinadas a alimentação dos alunos e o segundo refere-se aos recursos designados para bens duráveis e não duráveis.
Sobre o PNAE a diretora Eli nos informou que a escola recebe essa verba de acordo com a quantidade de alunos, pois para cada refeição dos estudantes matriculados o governo destina trinta centavos. Esse valor na visão da gestora é absurdamente mesquinho, uma vez que,a verba destinada aos presidiários corresponde a muito mais.
Quando Isabel perguntou se esse dinheiro é suficiente para comprar as comidas, a diretora nos respondeu que por enquanto o dinheiro está dando para todas as refeições, mas isso é devido ao número de alunos que preferem não comer talvez por vergonha ou por qualquer outro motivo. Isso quer dizer que se todos os alunos matriculados se alimentassem na escola a comida com certeza iria faltar.
Questionamos também sobre o cardápio da escola e Eli nos disse que ele é feito pela nutricionista da Secretaria da Educação e desenvolvido da seguinte forma: nas segundas e sextas feiras as refeições devem ser de fácil preparo como suco ou achocolatado com bolachas, porque não tem como as cozinheiras cortar as verduras e os legumes na segunda feira devido ao tempoque é limitado e na sexta o motivo é porque não dar para reaproveitar os alimentos que sobram.
Nas terças, quartas e quintas feiras as cozinheiras fazem sopa, cuscuz com sardinha, macarronada e outras refeições que exigem um tempo maior para selecionar os ingredientes e cozinhar a alimentação. Conforme a gestora os 50% ou 60% dos alunos que se alimentam na escola consideram a comida muito boa.
Outra informação importante que recebemos da diretora foi sobre o Conselho Escolar, pois nessa reunião todos discutem o que deve ser comprado para alimentação da escola, dessa forma, só serão estabelecidos os produtos se todos os participantes chegarem a um acordo e assinarem o documento.
Eli nos esclareceu que as verbas do PNAE vêm em dez parcelas, sendo assim, todo mês entra na escola uma parcela destinada à alimentação. A diretora também lamentou que no ano passado a escola perdeu o equivalente de 5.000 reais desse programa, devido a evasão e desistência de alunos principalmente do período noturno.
A respeito dos recursos financeiros do PDDE a gestora nos disse que ele vem anualmente através de uma única parcela que é liberada no mês de Abril. Essa verba é destina ao que está faltando na estrutura da escola como também aos materiais que duram pouco tempo, como: materiais de limpeza e de escritório. Referente os bens duráveis a diretora citou uma geladeira, pois ela pode dar problema e é necessário comprar outra com esse dinheiro. Portanto, para gastar o dinheiro do PDDE é preciso fazer uma avaliação do que a escola está necessitando, e somente depois de detectar a necessidade é que a verba pode ser utilizada.
Finalmente, a diretora ainda lembrou o recurso liberado pelo Governo do Estado que é de 3.000 reais por ano e serve para organizar o que está faltando na cozinha, além desse dinheiro o Estado entra em contrapartida com o gás de cozinha.

Está na hora de pensar o nosso projeto de intervenção!

No momento do diálogo com a professora Jusciney recebemos a notícia de que já está na hora de pensar como será o nosso projeto de intervenção, pois o tempo está passando e daqui a pouco a escola entra em recesso e será impossível apresentar esse projeto na metade do mês de dezembro, visto que, as profissionais estarão muito compromissadas com o final do ano letivo.
Nesse sentido, houve uma mudança no nosso cronograma de estágio ficando estabelecido que no dia 11 de novembro faremos a última visita de caracterização da escola, porque no dia 14 de novembro todo o grupo tanto o da segunda quanto o da quinta feira irá se reunir para determinar qual será a proposta do projeto de intervenção para ser realizado na escola.
Sendo assim, Jusciney tentou abrir os nossos olhos a respeito do que está precisando na escola para melhorar o processo de ensino aprendizagem. Daí surgiu uma sugestão da professora sobre elaborar uma proposta visando à inclusão dos portadores de deficiência na escola, pois há uma carência quanto a isso, outra proposta que poderia ser feita era a respeito da necessidade de conscientização sobre o uso de drogas no ambiente escolar, visto que, frequentemente isso tem ocorrido na instituição. Depois de estabelecer a proposta teremos que pensar numa pessoa da área escolhida para dar uma palestra sobre a temática.


 Relembrando os encaminhamentos

·         Entrevistar a coordenadora pedagógica: para saber a sua formação, há quanto tempo ela trabalha na escola, os desafios que enfrenta e pedir sugestão sobre a retomada de algum projeto de intervenção já realizado na escola por alunos de estágios anteriores.

·       Entrevistar alguns alunos: para saber como foi à experiência do ENEM para eles, saber o que mais agrada na escola, entender as dificuldades para chegar ao ambiente escolar (transporte, família, distância, trabalho etc.), ouvi-los sobre o que eles pensam ser uma escola ideal e saber quais as vantagens e desvantagens de estudar à noite.


domingo, 3 de novembro de 2013

RELATO DO DIA 31 DE OUTUBRO

Realizamos a segunda visita a Escola Estadual Moreira e Silva no CEPA no dia 31 de Outubro de 2013 às 19h00 compareceram sete alunos dos oito: Alex, Angélica, André, Érica, Geovanio, Laís e Wanessa com exceção do Janderson. Nesse dia a diretora Helena nos apresentou a professora Vera que ensina a disciplina de língua portuguesa que nos relatou sua primeira experiência com a turma do terceiro ano do ensino médio e nos conta sua experiência piloto de realizar um Sarau literário na qual abordará a poesia, a música e o teatro. Na escola funciona três turmas de 3° ano J,K e L na realização do projeto a turma do 3°J ficou responsável pelo teatro na qual decidiram apresentar uma peça do autor Monteiro Lobato, o 3° K ficou com poema e o 3° L com a apresentação de uma música. A professora Vera contou com a participação de cada turma envolvendo os alunos no projeto seja de forma direta ou indiretamente, pois os alunos que não iriam fazer parte da peça teatral, declamar o poema ou cantar ficariam responsáveis pela divulgação do evento, ornamentação e indumentária. A professora Jusciney perguntou se houve alguma perda de tempo da disciplina em termos de currículo ou ementa para o vestibular? A professora Vera explicou que a motivação para execução do projeto foi justamente não ficar em atividades enfadonhas, mas utiliza uma das três aulas que tem em cada turma para o projeto e as outras duas aulas trabalha os conteúdos curriculares obrigatórios ressaltando a dificuldade de cumprir com todas essas atribuições, mas reconhece o apoio da direção da escola e o entusiasmo dos alunos. A execução do projeto está marcada para o dia 05 de dezembro do corrente ano no teatro Linda Mascarenhas às 19h00. No decorrer da entrevista perguntamos a existência de outros projetos desenvolvidos na escola e a professora nos informou que terá uma feira do conhecimento no dia 29 de novembro e o projeto Afro dia 27 de novembro, mas ela não aprofunda muito, existe outra professora a frente do trabalho. Ao perguntarmos a professora sobre o perfil do aluno noturno ela nos informou que existe uma turma mista, com alunos que trabalham, tem família e sustentam filhos. Por outro lado existem alunos que estão com um propósito, geralmente de passar no ENEM, mas é uma minoria. De modo geral é traçado o perfil do aluno noturno como maduro em comparação aos turnos diurnos. Ao perguntarmos sobre a capacitação profissional ela afirmou que nesses oito anos que trabalha na escola nunca teve capacitação. A professora Jusciney direcionou uma pergunta à professora Vera a respeito de algum problema que a escola enfrenta na atualidade e ela respondeu que a falta de funcionários é o maior problema enfrentado pela escola diante da demanda de serviços e a grande quantidade de alunos nos três turnos. Para termos uma dimensão do problema a diretora Helena nos disponibilizou uma cópia da identificação da escola constando os indicadores da unidade escolar em 2013: O número de alunos matriculados são 1.854 sendo divididas em três turmas no matutino vinte e duas, vespertino onze e noturno nove. A escola tem quarenta e cinco docentes e dezenove monitores e apenas trinta e um funcionários. Outra questão observada através dos indicadores da unidade escolar foi referente à evasão escolar no ano de 2012 a escola tinha 2.140 alunos matriculados já no ano de 2013 como já citado acima 1.854. Em 2012 foram aprovados 1.456 alunos com um percentual de 68,02%, reprovados 113 com um percentual de 5,29% e abandono escolar 571 com percentual de 26,69% somando o número de reprovados e evadidos foram 684 com percentual de 31,98% que possivelmente refletiu na matricula de 2013. Ao sairmos da sala da direção fomos encaminhados ao bloco das salas pela diretora Helena que designou um funcionário para nos apresentar a escola ao entramos no bloco onde ficam as salas de aula observamos um mural que constam as prestações de contas de uma gincana junina, avisos e o horário das aulas.O funcionário que iria nos apresentar a escola por motivos de força maior não pôde, mas a Cristiane funcionária da escola há oito anos na função auxiliar de serviços diversos nos apresentou os departamentos da escola:biblioteca, sala da coordenação, laboratório de ciências equipado com mesas que possibilitam o trabalho em grupo, sala de música com instrumentos, mas sem atividade. A funcionária nos informou que os alunos noturnos só usam a sala de música quando tem algum Programa do Governo Federal, pois não tem professor especializado para as aulas. No entanto existe um coral integrado com alunos de todos os turnos.Na ocasião que fomos a biblioteca alguns alunos estavam trabalhando a robótica com o auxílio de estudantes da UFAL.

Encaminhamentos:
♦ Quais os Programas do Governo Federal existente na escola.
♦ A parte financeira da escola.




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domingo, 27 de outubro de 2013

RELATO DO DIA 24 DE OUTUBRO DE 2013

Nossa visita à escola se deu com a presença de todos os membros da equipe dentro do horário estabelecido, juntamente com a professora orientadora. O encontro foi bem proveitoso; conhecemos duas das três diretoras da escola, onde elas se revezam nos três turnos para dar conta de tudo.
No primeiro momento socializamos os encaminhamentos deixados pelo grupo anterior, e baseado nessas informações a professora procedeu com as orientações para o presente momento. A proposta era conversar com a diretora adjunta e com as outras gestoras, caso fosse possível, pois estava havendo um aulão para os alunos que irão prestar o ENEM e uma reunião para os funcionários convocados para trabalhar no período dos exames, não foi possível a principio conversar com a diretora, mas a adjunta se predispôs a conversar conosco.
Na ocasião a professora orientou para focarmos nas questões que envolvem a gestão, participação do grupo na reunião de funcionários convocados pela COPEVE para trabalhar como fiscal das provas do ENEM.
O segundo momento foi à conversa com a diretora adjunta. Começamos nossa conversa com a apresentação da diretora. Ela tem formação na área de Geografia, e cita que no início chegou com muitos sonhos, mas com o tempo percebeu que as coisas não são tão fáceis.  A mesma já está na escola há oito anos, sendo que na função de diretora adjunta está a dois meses, sendo convidada para o cargo três vezes, sendo duas por aclamação. Então na terceira vez ela aceitou o convite. Quando perguntada o porquê da indicação ela disse que é pela postura dela de responsabilidade e sempre cumprir os horários, então, por isso a indicação.
Uma das questões que expôs foi que "a gestão educacional não está muito atrativa", por que a escola recebe muita “intervenção externa’’ palestras, cursos, por exemplo: Pronatec que no momento da aula muitos alunos saem para irem ao curso. Além disso, demanda material humano a mais para dar conta de tantas tarefas, pois lá o trabalho não para.
Citou também que na gestão "todos a comandam, mas, ela não comanda todo mundo".
A entrevistada também relatou que desde que assumiu o cargo não recebeu nenhuma capacitação vinda da Secretaria da Educação para gestores, no entanto ressalta que as outras gestoras, que já está há mais tempo receberam formação, mas ela diz “eu já peguei o barco andando”.  Ela faz uma comparação da época em que apenas lecionava em sala de aula e a sua atual função era ministrar a sua aula que planejou e finaliza: "já o gestor também planeja suas atividades, mas nem sempre é possível cumprir o planejado devido à diversidade de atividades".
Suas maiores dificuldades na função é ter chegado para exercer a função com o processo em andamento e ter que se adaptar a essa situação. Ela também ressaltou que não participou do planejamento pedagógico, mas participou um pouco da campanha juntamente com o secretario, mas como também estava em sala de aula e fazia parte do Conselho, ficou meio difícil se inteirar profundamente. Outro ponto negativo é o pedagógico com carência de professor e outros funcionários, isto é, se tem pouco material humano para dar conta da grande demanda.
No decorrer da nossa conversa, um ex-aluno da escola que estava presente, aproveitou o momento para dá a sua opinião e diz que: a questão da falta de apoio é que faz com que as coisas caminhem mais lentas e que é importante fazer com que haja cooperação entre todos. Após o comentário do aluno, a diretora comenta também que há pais parceiros da escola, que vem e ajudam, e que infelizmente há outros que não participam.
A Diretora vê como positivo o fato de ter três pessoas gerindo a escola, pois, uma ajuda à outra. As diferenças existem, mas, até o presente momento não ocorreu algo que atrapalhasse o trabalho e elas procuram deixar os papeis bem definidos no sentido de não misturá-los.
Sobre o Conselho de classe ela afirma que são traçadas as ações, no entanto não tem um funcionário para estar ligando para os responsáveis para informar. Já o plantão pedagógico para o aluno noturno não funciona, pois a maioria dos alunos são maior de idade. Mas tem o Conselho que funciona. O conselho de classe é realizado uma vez por semestre e o Conselho escolar é mensal. A data fica entre os dias 12, 13 e 14 de novembro as 11h00min as 12h00min, com 72 horas são colocadas o edital no mural. A professora sugeriu que se alguém pudesse participar seria interessante.
No ultimo momento fomos observar a reunião dos funcionários convocados para trabalhar nos períodos das provas. No qual, conhecemos mais uma integrante do corpo gestor. sSbre o Enem ela afirmou que o número de alunos inscritos foi grande contando inclusive com 22 alunos especiais.

Próximos Encaminhamentos:

·         Levantar os dados do índice de evasão e o número de matrículas;
·         Projetos que a instituição participa.


    Equipe das quintas-feiras
                                           

                                                  



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RELATO DO DIA 21 DE OUTUBRO

Realizamos a primeira visita à instituição localizada no CEPA que atende somente a alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio. Neste dia compareceram pontualmente às 19 horas na referida escola a prof.ª supervisora do Estágio e sete das oito alunas. (Sobre a ausência dos alunos nos dias de estágio, a prof.ª nos alertou que quem faltar na segunda, terá que repor esta falta na quinta com o outro grupo, dessa forma ninguém será prejudicado, pois o estágio supervisionado exige a presença dos estudantes, assim, quem não comparecer infelizmente receberá como resultado a reprovação).

Para este dia a supervisora programou as seguintes ações: 1) entregar a carta de encaminhamento de estágio para a direção da escola; 2) apresentação das alunas para a equipe gestora e vice-versa; 3) conhecimento da estrutura física da escola; 4) a definição do nosso calendário de estágio com base no calendário da escola.

Depois de estabelecidas as programações para este dia, fomos convidadas a adentar na sala da diretoria, na qual fomos bem recepcionadas pelo corpo gestor formado pela Diretora, Vice-Diretora e  a Secretária Escolar que se apresentaram e nos motivaram grandiosamente com os relatos das experiências anteriores de estágio.

De acordo com a diretora, iremos ter um choque ao relacionarmos a teoria com a prática, pois o trabalho na direção dessa escola é difícil, visto que, durante os três horários passam pela a escola aproximadamente 2.000 alunos que vem de diversos bairros da cidade e em alguns casos de cidades circunvizinhas. Daí se dá a maior dificuldade, pois as profissionais trabalham com a diversidade e a diferença.

 Mas em meio aos problemas que ocorrem na instituição à diretora nos encorajou dizendo que estamos em boas mãos, e assim como o grupo de estágio realizado no ano passado que obtiveram bons resultados de intervenções, ela acredita que também traremos para a instituição um bom projeto de intervenção na área da gestão.

Seguindo a programação, nos apresentamos para as profissionais, dizendo quem somos, onde moramos e quais são as nossas expectativas para este estágio. Em seguida fomos aconselhadas pela direção a aproveitar ao máximo essa experiência “sugando o quanto pudermos”, pois toda a equipe da gestão quer contribuir de forma positiva para a formação de cada uma.

Interessada na qualidade da nossa formação a diretora também sugeriu que se pudéssemos acompanhar o trabalho da gestão entre os turnos da manhã e tarde seria muito bom, uma vez que, eles possuem uma dinâmica diferenciada do turno noturno.

Sobre a qualidade da educação percebemos que as profissionais estão muito empenhadas em preparar os estudantes do 3º ano para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Elas nos falaram que cada uma possui um horário determinado para trabalhar na escola, mas como esse é o período da reta final para o ENEM elas acabam permanecendo na instituição os três horários.

Os estudantes que vão fazer essa prova estão tendo aulas preparatórias com alunos do Curso de Direito da UFAL, estes trabalham em parceria com a escola justamente para possibilitar resultados significativos para alunos que estão interessados em ingressar numa instituição de nível superior de ensino.

Cumprindo o que foi estabelecido para este dia a prof.ª supervisora perguntou sobre o calendário da escola, mais precisamente quando é que irá ocorrer a reunião do Conselho Escolar para podermos participar através da observação neste momento que é tão característico da gestão escolar. Dessa forma, fomos informadas que provavelmente será no dia 12 ou 13 de novembro.

A respeito do Conselho Escolar, a Vice-Diretora nos explicou que ele possui 16 membros sendo 4 pessoas para cada segmento. Também nos falou que essa reunião é realizada mensalmente no período da manhã das 11h às 13h, pois esse é o horário em que todos os segmentos estão presentes. Quando a nossa supervisora perguntou sobre a possibilidade de fazer este conselho à noite, a Vice-Diretora nos respondeu que seria impossível, porque as pessoas não comparecem.

Fomos também informadas da escala de trabalho da equipe gestora.


Breve caracterização da escola



Assim que entramos na escola ficamos esperando num local quer serve para aguardar o atendimento das questões da diretoria ou secretaria, neste mesmo espaço o que nos chamou atenção foi à exposição em banner do regimento da escola no qual é informado o dever dos alunos e professores na instituição. Com isso notamos que a escola busca uma organização através das regras explícitas neste regimento.

Depois da apresentação, fomos conduzidas pela diretora no conhecimento de todas as salas e espaços da escola. Fomos informadas que são 22 turmas que estão funcionando na escola, sendo que no horário na manhã todas estas turmas funcionam normalmente, no período da tarde esse número cai para 11 turmas e à noite diminui ainda mais para 9 turmas  em funcionamento.

Nesse conhecimento e observação da escola aproveitamos a oportunidade para fazermos alguns breves questionamentos quanto o perfil, o funcionamento, atividades desenvolvidas e as dificuldades enfrentadas pela atual gestão no exercício de suas atividades gerenciais.

Perguntamos se a diretora sabe ao certo quantos alunos estão frequentando a escola no turno da noite, ela não soube responder ao certo, pois segundo as pesquisas realizadas na instituição escolar, esses alunos se matriculam, mas acabam evadindo-se da escola. Porém, referiu que cada sala possui 45 carteiras, isso quer dizer que deveria ter pelo menos 405 alunos dentre as 9 turmas assistindo aula à noite.

Entretanto, existem vários motivos que contribuem para esta evasão, dentre eles a diretora destacou: o trabalho que acaba trazendo exaustão ao aluno; o casamento que traz uma grande responsabilidade na vida do estudante, a distância entre a casa do estudante e a escola e o envolvimento com as drogas, o que segundo a diretora acaba ocasionando uma queda no número de alunos frequentantes das aulas no horário noturno, chegando a ter uma média de 15 alunos por sala.

Nesse sentido, ao passar por diversas salas presenciamos professores dando aula para pouquíssimos estudantes. Em uma determinada sala vimos que um professor estava ensinando somente para 2 alunos. Segundo a direção da escola, esta é uma realidade bastante comum no período da noite.

Continuando o reconhecimento da escola conhecemos a cozinha que é um local espaçoso e a noite oferece as refeições a partir das 18 horas. A diretora nos falou que os alunos não trazem nenhuma comida de casa, pois o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) concede os recursos para a alimentação, sendo assim, todos tem direito de se alimentar na escola. Nesse momento Eli também nos disse que a escola recebe os recursos do PDDE (Programa Dinheiro Direto nas Escolas) este é o responsável pela renda de capital e custeio da escola.

A escola está fisicamente divida em dois grandes blocos: o primeiro, logo à entrada, consta da Secretaria escolar, Sala de Direção, e um pequeno quiosque para impressão, xerox e encadernação. Adentrando neste bloco podemos perceber que a escola dispõe de: Videoteca, Arquivo, WC (masculino e feminino) Sala de Informática, Biblioteca, Auditório, Laboratório de Ciências, Sala de Música, Cozinha (único espaço o qual foi aberto para conhecermos).

Neste mesmo bloco também há uma espaçosa quadra poliesportiva coberta.Fazendo a ligação entre o primeiro e o segundo bloco, temos a Cantina e a Sala do Grêmio Escolar.

No segundo bloco a escola conta com 22 salas para ministração das aulas, Sala dos Professores, Coordenação Pedagógica, Sala da Radio Moreira, Sala de Livro, Sala de Vídeo e Arquivo.



Encaminhamentos:


Solicitamos ao grupo de quinta que se possível levantem dados documentais sobre:
  • o perfil do corpo docente e discente;
  • os programas existentes dentro da escola;
  • projetos desenvolvidos.