Nossa terceira visita onde
compareceram a professora, todos os oito
componentes da a equipe e nossa colega Giselle (que não pode comparecer a
visita anterior com seu grupo) se deu de
maneira bem interessante e dinâmica, pois seguindo as orientações da equipe da
visita anterior, nós saímos por “todas” as partes da escola, por onde tinham
alunos, professores e funcionários (que estavam disponíveis naquele momento)
para conversar com eles e poder conhecer um pouco do perfil de cada um.
Conversamos também com a coordenadora pedagógica, e deu pra perceber que ela é
uma pessoa que acima de tudo gosta e acredita no que faz, fator extremamente
relevante para a função que exerce.
Conversamos também sobre o nosso possível
projeto de intervenção, no qual saíram várias ideias que ainda precisam ser
amadurecidas pela equipe e por este motivo não iremos adiantar nada neste
momento.
Dividimos-nos em duplos e trios para
abordamos diferentes componentes daquela comunidade escolar. Mas antes
conversamos um pouco sobre o que iríamos questionar para cada tipo de pessoa da
escola.
ALUNOS
Abordamos um determinado grupo de
alunos que cursam o 3º ano do ensino médio, onde havia umas oito pessoas de
diversas idades, e em sua maioria jovens; a maioria deles relatou que seu
objetivo em concluir o ensino médio é de ingressar no ensino superior, e alguns
falaram que realizaram o ENEM este ano.
O grupo abordado, também quando
questionado sobre algumas questões nos relatou que o Grêmio da escola existe,
mas, eles não sabiam quem está compondo a nova gestão, pois, não tinham sido
informados. Citaram também que eles não percebem nenhuma diferença
significativa de atuação do Grêmio estudantil naquele turno. Os alunos falaram
que a gestão atual mesmo em pouco tempo tem se mostrado atuante e que oferece
espaço para que os mesmos possam posicionar-se a respeito de algo que os
incomodam na escola. Falaram que quando precisam resolver algo, procuram a
coordenadora pedagógica, e todos citam que sempre são bem atendidos e conseguem
um bom resultado para o que procuram. Relatam ainda sobre alguns pontos que
julgam negativos na escola, onde, os banheiros que no início da gestão eram
limpos, hoje, eles já não percebem que ocorre o mesmo. Porém, neste mesmo
momento alguns alunos citam que são os próprios alunos que não cuidam do
patrimônio da escola. Falam sobre a falta de professor, e que inclusive naquele
momento estavam sem aula por falta de docente.
PROFESSORES
Tivemos
a oportunidade de conversar com um professor da instituição que leciona há oito
meses no local, o mesmo relatou que antes da sua chegada a escola não havia
professor para a sua disciplina, por isso ele foi convocado.
No seu ponto de vista os maiores desafios
encontrados está na questão do relacionamento professor/aluno, como também o
pouco tempo de aula por semana destinada para ministrar sua disciplina tendo
apenas uma aula por semana. Também foi ressaltada a questão da indisciplina por
parte dos alunos.
No período em que esta na instituição o
entrevistado relatou que ainda não teve a oportunidade de passar por
capacitações, apenas “algo” bem superficial, caso ele queira buscar capacitação
tem que buscar por fora ai fica difícil segundo ele.
O profissional descreveu o perfil do aluno
noturno como sendo estudantes que trabalham pelo dia, por isso o rendimento e o
ritmo é menor e essa é uma das razões do grande numero de evasão, onde ele
percebe turmas com quarenta alunos matriculados, mas na realidade só quatro comparecem as aulas e
não recebem incentivos para permanecer.
Em seguida conversamos com outro professor
monitor, esse mais comunicativo. Possui formação inicial em Administração de empresas pelo
CESMAC e é recém-formado em
Licenciatura pela UFAL e nas horas
vagas trabalha como corretor de imóveis. O mesmo se auto descreve como
apaixonado por ensinar por isso exerce a profissão, mas diz que a pratica é bem
da realidade.
Seu desafio na escola se dá pelo grande numero
de alunos com desinteresse pelos estudos, segundo ele causado por questões
culturais, e complementa afirmando que por conta dos direitos que os alunos
têm, muitos só estão na escola por causa dos benefícios. Um exemplo disso é “O Bolsa Família” e a “adesão da carteira estudantil”, que muitos só se matriculam para ter
direito. Outra questão é a “Dependência
Progressiva” que é um
programa do governo que ao invés de incentivar só prejudica por que o aluno
sabe que dispõe de facilidades para “passar” de ano, por isso não se esforça
para estudar.
Com relação a gestão o professor afirma ser
atuante e participativa.
Ele descreve o aluno noturno como aquele aluno
que trabalha e que a maioria são maiores de idade, por isso o rendimento é
inferior. Muitos estão na escola concluindo os estudos interrompidos no
passado.
Sobre o ENEM ele disse que muitos fizeram a
prova e que os conteúdos trabalhados foram abordados na prova. Nesse momento
ele chama uma aluna e pergunta para ela como foi a prova para ela? E ala afirma
que não foi boa por ser muito texto e em seguida sai. Então ele completa que
outra dificuldade é que os alunos têm muita dificuldade de leitura. Quando
perguntamos se a escola tem algum projeto de incentivo nessa área ele disse não
conhecer, só as gestoras para informar.
COORDENADORA
A coordenadora entrevistada é formada
em química e tem especialização para atuar em gestão; tem experiência na
área e naquela escola há dois anos. Ela faz um trabalho de disciplina naquela
escola, onde, dentre muitas das atividades que realiza uma das principais são
organizar horários, e ficar responsável por organizar projetos, onde o projeto
que coordena no momento é a “II Feira de Conhecimentos” com o tema:
“Valorizando o Saber”, que acontece no fim do mês e nossa equipe foi convidada
para prestigiar o evento. Durante toda a
conversava que tivemos com ela, deu para perceber que a mesma é uma
profissional atuante naquela escola, mas ela cita que não percebe o mesmo de
alguns professores sendo essa juntamente com a questão da falta de
interdisciplinaridade um ponto negativo que ela percebe ali. Tudo o que era questionado ela pontuava muito
bem demonstrando engajamento com a comunidade escolar.
ENCAMINHAMENTOS
Basicamente
continuam os mesmos onde a equipe pode também começar a pensar sobre o protejo
de intervenção que será definido posteriormente.
Relembrando
os encaminhamentos
· Entrevistar
a coordenadora pedagógica: para saber a sua formação, há quanto tempo
ela trabalha na escola, os desafios que enfrenta e pedir sugestão sobre a
retomada de algum projeto de intervenção já realizado na escola por alunos de
estágios anteriores
·
Entrevistar alguns alunos: para saber como foi à
experiência do ENEM para eles, saber o que mais agrada na escola, entender as
dificuldades para chegar ao ambiente escolar (transporte, família, distância, trabalho
etc.), ouvi-los sobre o que eles pensam ser uma escola ideal e saber quais as
vantagens e desvantagens de estudar à noite.
